Quer aparecer?
É ex vocalista da Banda Kondendê, amante da música e da Bahia e conta coisas curiosas e reais da vida dos seres cantantes. "Um lugar pra descontrair!"
No colégio, já dava os sinais, gostava de aparecer mesmo, quando tinha apresentação eu era a líder, fazia tudo sozinha de propósito, pra poder apresentar o trabalho, ninguém sabia o assunto, então “eu tinha que ir fazer este esforço” e a melhor parte eram os aplausos do professor e da galera da sala, que às vezes não entedia nada do que eu falava, mas me aplaudiam; quando tinha que ir falar lá na frente, meus coleguinhas queriam bater par ou impar, para ver quem iria, eu dizia logo: “Eu vou, cabô!”
Fiz um curso de teatro no colégio que não precisava ninguém ter feito, a aula era praticamente particular pra mim (RS), não dava espaço pra ninguém!
Concurso de lambada? Ahhhh, pense numa inimiga do ritmo que estava em todos os concursos, não é que um dia eu até ganhei? Não me pergunte como!
Quando ainda morava no interior da Bahia, como em toda cidade do interior, sempre tem o “gay enturmado da sociedade da cidade” que promove os concursos de modelo e de miss e tem uma revista onde normalmente contém, em algum lugar, a palavra “Society” e roda, roda publica sempre a foto da mulher do prefeito, não é mesmo?
Pois sim, fiz logo amizade com o “enturmado da cidade” pra sair na revista dele, participava de todos os desfiles e concursos que ele promovia: rainha do carnaval, miss estudante, a garota do bairro, miss clube, rainha do milho (kkkkkk), ai, vou ter que contar..... até o concurso da coreografia do ‘É o Tchan’ eu participei! (É o fim da minha reputação de lady!)
Quando cheguei à capital, o colégio de uma amiga minha promoveu a “feira das nações”, e a equipe dela ficou de representar um dos países do Oriente Médio, que eu não lembro mais qual, só me lembro que fiquei feliz porque ela me convidou para dançar a dança do ventre com ela no colégio, eu disse: Só se for agora, eu sou profissional! (rsrs)
Fizemos umas aulinhas rápidas e foi um sucesso, tanto que dancei depois no meu próprio colégio também, depois no Centro Administrativo da Bahia (CAB) e num outro concurso que eu participei já em Salvador: O miss estudante, que eu ganhei o 1º lugar! Uhuuu!
O 1º lugar do miss estudante, me levou ao Miss Bahia, onde participei representando a cidade de Itabuna, agora me pergunte pra que lado fica Itabuna? Nunca fui à Itabuna, nem pra fazer show! Fui desclassificada porque era menor de idade, agora me pergunte: pra que *** me colocaram num concurso que eu não podia participar? Essa eu respondo: Eu insisti! (rsrsrs)
Fiquei no 5º lugar desclassificada, mas esta classificação me rendeu um curso de Italiano, um Kit do Boticário, um jantar e a participação no Miss Mundo Universo (ok, eu também achei o nome estranho, mas que importa? Era mais um concurso... rsrs!)
Cheguei ao local do concurso com minha mãe, estava vazio ainda, achei o lugar meio estranho, mas fui direto ao camarim de onde não saí mais até a hora do desfile, foram chegando outras meninas, fiquei me arrumando, fazendo maquiagem e tomei um susto quando um rapaz entrou no camarim (que só tinha mulher) e passou direto pra trocar de roupa, se fantasiou de Ney Matogrosso e saiu!
Pois sim, a surpresa veio quando me anunciaram e eu saí da ‘coxia’ para desfilar, olhei ao redor e me dei conta de que se tratava de uma boate gay, com show de transformistas e tudo mais, o pior, ou melhor, disso tudo, ainda estava por vir: eu ganhei o concurso e saí de lá corrida com umas moças que vieram doidas atrás de mim, parecia cena de filme, gritando enlouquecidas querendo falar sabe Deus o quê, porque eu não esperei pra saber.....! (rsrs).
Quer aparecer? Se prepare pra correr! (rsrs)